A independência econômica pode ser decisiva para que mulheres em situação de violência doméstica consigam deixar o ambiente de agressão e reconstruir a própria vida. Estudo divulgado pela Revista CNJ destaca que a falta de renda, moradia e oportunidades de trabalho frequentemente mantém a vítima vinculada ao agressor.
Além das medidas protetivas, o enfrentamento da violência exige políticas que promovam qualificação profissional, empregabilidade, acesso a serviços públicos e segurança patrimonial. A proteção jurídica se torna mais efetiva quando acompanhada de condições materiais para que a vítima exerça suas escolhas sem coerção econômica.
O estudo também chama atenção para a atuação integrada do Judiciário com redes de acolhimento e iniciativas de inclusão produtiva. Essa abordagem reconhece que o rompimento do ciclo de violência não depende apenas de uma decisão judicial, mas de apoio continuado e acesso concreto a direitos.
Fonte consultada: Conselho Nacional de Justiça (CNJ).









