Os erros mais comuns no momento de negociar com bancos, são os seguintes:
O primeiro – Não saber o que realmente está devendo
Um erro muito comum é não reorganizar suas finanças pessoais ou empresariais.
Jamais misturar conta pessoal com empresarial, e fazer um levantamento detalhado de cada dívida.
Ter um bom plano de contas é fundamental.
2 – Acreditar em milagres
Outro erro que não se pode cometer é acreditar em soluções milagrosas para sua dívida ou em falsas promessas de solução.
Não confie em saídas fáceis.
Resolva o problema antigo sem criar um problema novo.
3- Achar que a ação judicial vai resolver tudo
Existe esse pensamento de que basta entrar com a ação que está tudo resolvido, como se fosse mágica.
Muitos acreditam que com a ação judicial o banco não pode mais cobrar, que basta dizer quanto se deve, paga esse valor e está tudo resolvido.
Nem todos os juros são abusivos, e nem sempre é possível reduzi-los.
Ação judicial ajuda em muita coisa, mas não resolve tudo.

4 – Comprometer de forma errada sua receita para pagar dívidas
Muitas pessoas e empresas comprometem um percentual muito alto da renda ou da lucratividade da empresa para pagar dívidas, muito mais do que o razoável.
Fazem a conta levando em consideração apenas se a prestação da dívida vai caber no orçamento.
Os parcelamentos não devem comprometer outros pagamentos essenciais.
Outra estratégia é guardar os recursos e fazer propostas de pagamento à vista e com desconto.
5 – Agir emocionalmente
Também é comum ceder às pressões do banco.
Seja em bancos ou nas empresas de cobranças, os profissionais são treinados e preparados para criar um clima emocional desfavorável ao devedor.
Esse clima é usado para fazer você aceitar qualquer situação para se livrar daquela dívida.
Assim, na negociação de uma dívida, não aja emocionalmente. Não dê a resposta de imediato. Reflita e aja racionalmente.
6 – Aceitar todas as imposições do credor
Outro erro comum, é ceder a tudo aquilo que o credor vai impondo.
Para renegociar, o credor impõe a compra de mais um produto, como um título de capitalização ou um seguro.
Em operações maiores, os bancos costumam pedir como garantia a própria casa que a pessoa vive, e muitas pessoas tem perdido seu único imóvel por ceder a este tipo de abordagem.
O credor se aproveita da pressão criada pela própria dívida e o devedor cede fazendo um péssimo negócio.
Concluindo:
Quem tem dívidas bancárias tem um longo caminho a percorrer.
Temos que tomar alguns cuidados, pois a estratégia e procedimentos errados podem agravar a situação.
O auxílio de um profissional especialista da matéria lhe mostrará o melhor caminho a ser tomado.
Por Dr. Francisco Mendonça – Advogado Especialista em Direito Bancário









